Identifique se você está em um relacionamento abusivo

foto_Vanessa Paulinelli

Quais os sinais de um abusador?

Seu(sua) parceiro(a) pode ser um abusador se…

  • pergunta o que você está fazendo o tempo todo
  • a acusa de traição
  • ameaça você
  • não quer que você visite as pessoas que você ama
  • te humilha
  • destrói suas coisas
  • controla seu dinheiro
  • força você a fazer sexo

 

Características comuns de um abusador…

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Filme: P.S. Eu te amo

Assisti esse filme (de 2007) várias vezes e gosto dele! Procurei o livro em português até… mas estava esgotado! Outro dia encontrei o livro em inglês e resolvi lê-lo. Terminei nessa semana (Uau! Acabei de ler meu primeiro “livro” em inglês! A autora é Cecilia Ahern).

Raramente vejo isso, mas o filme é bem melhor que o livro! A Holly (Hilary Swank, no filme) do livro é bem mais “normal” com uma família mais estruturada, não vive um romance, não descobre uma profissão tão glamourosa. Só as cartas e os nomes de alguns personagens foram aproveitados do livro.

Gosto deste filme porque reflete algumas relações (ou momentos de todas relações?): no começo Holly está frustrada com a vida e ela projeta toda a frustração sobre o marido Gerry (Gerard Butler), ele é culpado de tudo! Após a morte do marido, ela recebe uma sequência de cartas enviadas por ele (no livro, ela recebe todas de uma vez e devem ser abertas mês a mês) que a orientam a como tocar a vida sem ele.

Gerry foi diagnosticado com um tumor no cérebro (no livro, ela pára de trabalhar para cuidar dele), há uma preocupação dele em como ela irá retomar a vida sem ele. Romântico!? Sem dúvida, mas também ele sabia da relação de dependência dela (ou deles?), mas afinal, será que dá para viver 10 anos ao lado de alguém sem ser dependente? Mas Holly ficou totalmente sem rumo, e cada carta é uma oportunidade dela entrar em contato com ela mesma, como se durante o casamento ela tivesse se perdido… E quantos não perdem a individualidade no casamento?

Já vi gente com raiva do Gerry pois acha que ele a controla mesmo depois de morto, mas eu prefiro ver como um gesto delicado, de quem quer fazer algo útil, e para quem ama, diante do fim iminente.

Em uma das cartas ele relembra como eles se conheceram, e ela era alegre e apaixonada por artes, diferente de quando era uma corretora rabugenta. Em outra carta lança o desafio para ela ir atrás de uma profissão de que realmente goste, percebendo os sinais. Uma das cenas que mais gosto e ela fazendo anotações sobre as profissões que poderia ter e ela percebe que ama sapatos, procura um curso, aprende como faz e pronto encontra uma profissão que a faça feliz.

Após a última carta Holly consegue elaborar o luto (do marido e das cartas que não virão mais) e segue em frente, agora, mais madura.

P.S.: A trilha sonora é muito boa, também!

Parte II – Por quê é tão difícil emagrecer?

Esta é a continuação do post de ontem. 

Assumindo a responsabilidade sobre si mesmo

Imagine que dentro de você – que cronologicamente é um adulto – existe uma Criança e um Adulto.

Para ser saudável, fisica, mental e emocionalmente, sua Criança e seu Adulto devem se entender muito bem! A Criança é a fonte da criatividade, dos desejos e dos sentimentos e o Adulto tem o poder de decisão, ponderação e aprende com a experiência.

Quando a Criança domina a situação é porque o Adulto é permissivo demais. Neste caso surge a dificuldade de autocontrole, autoestima baixa. Um dos perigos nessa situação é que estabelecemos vínculo de dependência com “outro” adulto (pai, mãe, marido, esposa, filho, emprego), gerando imaturidade e ansiedade.

Se o Adulto é opressor e não dá espaço para a Criança temos rigidez e dificuldade de ter prazer, implicando em muitas doenças que isso acarreta, inclusive a depressão. No caso do seu Adulto ser “hiperdesenvolvido”, tome cuidado (!), pois pode estar cuidando de “CRIANÇAS” dos outros, que – aparentemente – já são bem “adultas” e se sentindo sobrecarregado e infeliz, e consequentemente, impedindo que os oustros cresçam.

Podemos oscilar também entre estes dois aspectos. Um exemplo é quando fazemos uma dieta super rígida, o Adulto controla tudo, nem uma caloria a mais! E a Criança fica sufocada, não pode relaxar e brincar, pois o o Adulto exerce pressão exagerada, e por ignorância, não imagina que a Criança precisa de espaço para relaxar (descontração, passeios, hobby…). Quando a Criança se sufoca em demasia, pode por tudo a perder comendo, por exemplo, todo o chocolate que vê na frente! Quem não conhece o famoso: “pé na jaca”, “perdido por 1, perdido por 1.000)? O maior problema aqui é a falta de flexibilidade (TUDO X NADA): “não estou completamente com o controle, então tudo está perdido!”, o que só aumenta a frustração diante do objetivo que (novamente) não foi alcançado.

Nas duas dinâmicas podem ocorrer excesso de peso: Criança mimada X Adulto permissivo e Adulto Opressor X Criança frustrada.

Quando o adulto e a criança conseguem estabelecer uma comunicação verdadeira e com amor, resulta em aconchego, segurança, desenvolvendo a autoconfiança e autonomia.

Reflita: Como é a relação Criança-Adulto dentro de você?  Você sabe o que faz sua Criança feliz? (observe suas fontes de prazer, paz, inspiração). E seu Adulto sabe acolher os sentimentos (ansiedade, mágoa, tristeza, frustração, raiva, medo) da sua Criança? O Adulto sabe como controlar e quando liberar os desejos da sua Criança?

Dica: O nosso “Adulto” interno aprendeu muuuito com todos os adultos importantes da nossa história de vida, é aí que as coisas se complicam um pouco mais! Se a “história” estiver muito difícil de ser digerida, talvez seja a hora de procurar um psicoterapeuta, um terapeuta floral, ou outro profissional que auxilie nessa digestão.

Foto: Glenda Otero/sxc.hu