Amor patológico

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Neste caso o uso da palavra “amor” associado a patologia seria inadequado, mas se refere à expressão: “quando amar significa sofrer, estamos amando demais”. Estes relacionamentos comprometem o bem-estar emocional, a saúde e, algumas vezes, a integridade física.

Esta patologia é caracterizada pela dependência do “objeto de amor” e o medo extremo de perder esta relação e de ser rejeitado, o que gera comportamentos compulsivos (checar o tempo todo o comportamento do/a amado/a nas redes sociais, por exemplo) e pensamentos obsessivos (relacionados à traição, ao abandono, etc).

Alguns sintomas, são:

  • “crises de abstinência” diante da ausência da pessoa (angústia, agitação, insônia, falta de apetite, taquicardia e suor),
  • preocupação excessiva com o outro,
  • abandono de atividades antes valorizadas,
  • atitudes para controlar o comportamento de cuidar do parceiro que despendem tempo excessivo,
  • impulsividade elevada,
  • o quadro é mantido, apesar de prejudicar a vida pessoal e as relações.

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Livro: “O Mundo Pós-Aniversário”

Adoro livros e filmes em que os personagens aprendem e evoluem através de tramas bem “costuradas”.

Ganhei de presente de aniversário o livro de Lionel Shriver, “O Mundo Pós-Aniversário” (Editora Intrínseca)  da minha amiga Paula, que também adora ler, enrolei um pouco para começar, mas quando comecei… foram 4 noites indo dormir as 2 da manhã porque não dava para parar de ler! Devorei em 4 dias.

O livro é sobre Irvina e Lawrence, um casal que vive uma relação aparentemente sólida, mas com envolvimento afetivo em declínio, a segurança se dá pela estrutura do cotidiano e pela previsibilidade que ambos acreditam existir. Irwina se depara com o encantamento por outro homem e a possibilidade de “traição”, e a partir daí, a autora brinca com o livro e com a cabeça de quem lê: duas estórias se desenrolam em capítulos alternados, uma a partir de um beijo (a traição que se inicia) e outra a partir da “força heróica” da protagonista de ter resistido ao beijo.

A escritora te envolve e disseca os personagens e as relações, a identificação em alguns momentos é inevitável! Mas não consegui ficar “do lado” de ninguém, talvez porque não haja  mocinho ou bandido, nem certo ou errado, assim como na vida… Todas as escolhas tem consequências, e em sua maioria não há a “alternativa correta”, e nenhuma delas, nos eximirá do que temos de aprender.

Engraçado que quando terminei pensei: “toda mulher deveria ler!”, e acabei de ver um crítico dando a opinião dele: “todo homem deveria ler!”. Acho que qualquer pessoa adulta, disposta a aprender com os relacionamentos, deveria ler!