Florais Joel Aleixo

e algumas flores da minha varanda

Ipoméia

No do sistema de Florais Joel Aleixo temos várias possibilidades de atuação.

Entre  as ferramentas disponíveis há o grupo Florais Compostos “Limpeza” e “Purificação” que auxiliam na limpeza sutil do campo áurico, e também atuando mais especificamente no físico, emocional e mental. Neste processo de limpeza o lixo físico, emoções e pensamentos estagnados são “colocados” para fora, gerando em alguns casos o surto, que é uma “crise de limpeza”.

Ao mesmo tempo que o Terapeuta ou Assessor Floral faz a limpeza, o cliente “retira” dentre os 99 florais do Kit Primus, três florais que trabalharão as questões do cotidiano. Essa tirada que parece aleatória é feita através do inconsciente e o resultado impressiona! Ele realmente sabe o que precisamos. Ao meu ver, a “tirada” é o momento muito mportante na consulta pois não será o terapeuta que definirá o floral, ou dirá o que o cliente precisa; é o próprio cliente, através destes florais que dará “as pistas” do caminho que o terapeuta irá seguir.

Esta semana adquiri duas novas plantas na minha varanda, me encantei com a Ipoméia e com o Jasmim Bulgari, essas plantas fazem parte do kit de Florais Primus:

Ipoméia (foto acima): expande a nossa energia para o ambiente ao nosso redor, favorece a harmonia no ambiente onde é necessário lidar com as diferentes formas de agir e pensar, amplia a sensibilidade e a compreensão da experiência dos outros. Ajuda na criatividade e na segurança para elaboração de grandes projetos.

Jasmim (foto abaixo): contribui para o processo de limpeza do inconsciente através dos sonhos, principalmente das pessoas que sofrem com o excesso de informações do cotidiano e não conseguem se desligar durante o sono. Fortalece a segurança relacionada ao arquétipo feminino.

E estas se juntaram a outras, antigas moradoras:

Alecrim: auxilia no perdão e, na mobilização da força interna para combater a depressão, retoma a vontade de viver e proporciona abertura para melhorar a relação com o mundo. Esta planta também é ligada ao signo de Touro, arquétipo relacionado às conquistas materiais.

Primavera: favorece a esperança e o despertar para um novo momento, auxilia a colocar as questões refletidas em prática. Relacionado ao arquétipo do signo de Virgem: saúde e organização.

Gerânio: estimula a sensação de prazer e realização em nossos projetos. Representa os ideais interiores, relacionados ao signo de Sagitário.

Cactos: indicado para o sentimento de solidão e abandono, desperta a força interior e a esperança. Potencializa a capacidade análise da situação atual e ampliar os horizontes.

Agora só faltam 93 plantas 😉

Fotos: Sílvia Kalvon

Primavera e 1 ano de Vida Floral!

A Primavera começou oficialmente ontem, e eu adoro essa época do ano!

É a estação de Terra, renascimento, florescer, concretizar, realizar, se abrir para a vida… Ter a oportunidade de fazer, tentar de novo, mas talvez de uma forma diferente, usando o aprendizado das experiências anteriores.

Para mim está sendo mais especial ainda neste ano! Há um ano atrás comecei o blog, houve insegurança, dúvidas, mas durante o caminho, no fundo, no fundo, sentia que estou num caminho que me traz felicidade, paz e que consigo integrar tudo que gosto e acredito. Às vezes em que estive em crise, era o “ego” (no sentido de máscaras, distanciamento do eu interior), as comparações que estavam me sufocando e trazendo a dúvida.

Agradeço muito à vocês, que lêem, comentam, me apóiam, questionam… à todas as pessoas que apareceram no meu caminho e me ajudaram a eu entender melhor mais de mim mesma.

Aprendo a cada dia que passa com a minha vida e com a minha profissão e só posso agradecer por isso, também!

Que as sementes que planto aqui floresçam por aí…

Linda primavera para vocês!

Beijos

com amor,

Sílvia

PS: Nessa primavera, mais uma mudança, em breve novidades sobre o novo consultório 🙂

Foto: Ipê Amarelo, na região de Matão/SP, tirada por mim!

Primavera

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A Primavera começa hoje, dia 22 de setembro às 18:18, no Hemisfério Sul, os dias começarão a ficar mais longos, as temperaturas aumentarão, a natureza “desperta” do inverno, as plantas  e os animais  florescem e se reproduzem. Época fértil: as  idéias devem sair do papel e  serem concretizadas. Aproveitem!

Abaixo o texto “Primavera” de Cecília Meireles (extraído do  livro “Cecília Meireles – Obra em Prosa – Volume 1”, Editora Nova Fronteira – Rio de Janeiro, 1998), que descreve a Primavera com maestria e delicadeza.

 

“A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega..” 

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.”

Foto: Johan Desoete/sxc.hu