Amor patológico

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Neste caso o uso da palavra “amor” associado a patologia seria inadequado, mas se refere à expressão: “quando amar significa sofrer, estamos amando demais”. Estes relacionamentos comprometem o bem-estar emocional, a saúde e, algumas vezes, a integridade física.

Esta patologia é caracterizada pela dependência do “objeto de amor” e o medo extremo de perder esta relação e de ser rejeitado, o que gera comportamentos compulsivos (checar o tempo todo o comportamento do/a amado/a nas redes sociais, por exemplo) e pensamentos obsessivos (relacionados à traição, ao abandono, etc).

Alguns sintomas, são:

  • “crises de abstinência” diante da ausência da pessoa (angústia, agitação, insônia, falta de apetite, taquicardia e suor),
  • preocupação excessiva com o outro,
  • abandono de atividades antes valorizadas,
  • atitudes para controlar o comportamento de cuidar do parceiro que despendem tempo excessivo,
  • impulsividade elevada,
  • o quadro é mantido, apesar de prejudicar a vida pessoal e as relações.

Algumas características das pessoas que vivem o amor patológico:

  1. provenientes de um lar instável em que emoções, sentimentos, percepções da criança não acolhidas,
  2. dificuldades em relação à auto estima: não merecem amar e ser amadas:  pois sentem como se tivessem falhas ou defeitos terríveis que necessitam de grande esforço para serem superados,
  3. compulsão por ajudar: na busca pela superação de uma ferida infantil há a necessidade de resgatar o lar “estável”, onde alcance a fantasia de conseguir ter o controle sobre a situação,
  4. “cultivo” da dependência de pessoas: os pensamentos obsessivos são usados  para anestesiar a dor, o vazio, o medo, a raiva, “TUDO é feito e vivido pelo outro”,
  5. outras dependências associadas: drogas, álcool, alimentos,
  6. envolver-se no problema alheio e uma forma de evitar assumir a responsabilidade sobre si próprio.

Como todo comportamento dependente é importante a conscientização da necessidade de buscar auxílio e fazer tratamento que pode ser através de: grupo de apoio terapêutico, psicoterapia, terapia Floral (pela minha experiência recomendo os Florais Joel Aleixo, pois possuem grande poder de transformação).

Alguns passos para o tratamento:

1. Procure ajuda (terapia, grupo de apoio)

  • pare de dirigi-lo e controlá-lo,
  • aprenda a não se envolver em jogos,
  • enfrente os próprios problemas e os próprios defeitos (auto inventário),
  • cultive necessidades próprias a serem desenvolvidas

2. Torne a própria recuperação a prioridade principal na vida.
3. Desenvolvimento da espiritualidade através da prática diária.
4. Compartilhar o aprendizado (vigilância constante).

Texto referente à Palestra que apresentei no II Seminário de Florais Joel Aleixo, Cotia/SP, setembro/2015.

foto: Sílvia Kalvon
fontes: livro “Mulheres que amam demais” (1972)  – Robin Norwood, Ed. Rocco.

site: http://grupomadarj.blogspot.com.br/