A Árvore da Vida na Alquimia

Árvore da Vida_Sílvia Kalvon

Para um Alquimista uma árvore é, também, a representação de uma pessoa, a Árvore da Vida.

A copa é Mercurius: pensamento, intuição, espiritualidade, arquétipo feminino, o aspecto lunar, conexão com o mundo interno, as “sacadas” (insights), um mundo infinito de possibilidades…. É a mente, onde surgem ideias, delírios, viagens, só expansão…. Aqui é o espaço das reticências…

Na extremidade oposta está a raiz, o Sulphur, onde se aterra, forma e atitude são dadas ao nosso pensamento. Arquétipo masculino, solar, atitude, energia, vitalidade, desejo, realização, instinto, sobrevivência, contração; aqui se estabelece o ponto final.

O tronco integra as polaridades, é o Sal, nessa região moram nossos sentimentos: mágoa, paixão, ressentimento, capacidade de se doar, amor-desamor (por nós, pelos outros). O movimento é intermediário contração-expansão, o tronco pulsa, nele mora nosso coração, o ponto final e as reticências.

Sentimentos são referenciais para nos abrirmos para a reflexão, questionarmos, ampliar a consciência sobre crenças, dogmas, defesas apreendidas e mantidas com unhas e dentes, que nos custa um alto preço de sofrimento físico, emocional, mental, do ser no aqui e agora.

O equilíbrio está no livre trânsito entre as três partes. Cuidado se há o predomínio em apenas uma região da Árvore, acumular traumas, estimular “vícios nocivos” que engessam e dominam podem ocasionar o desequilíbrio. O Alquimista tem ferramentas – os florais –  que auxiliarão nesta faxina.

A faxina auxiliará no desenvolvimento da Individualidade, no amadurecimento da Árvore, assim o fluir na vida tem a possibilidade de acontecer na conexão entre pensar (Mercurius) – sentir (Sal) – agir (Sulphur).

Texto e foto: Sílvia Kalvon