Filme: P.S. Eu te amo

Assisti esse filme (de 2007) várias vezes e gosto dele! Procurei o livro em português até… mas estava esgotado! Outro dia encontrei o livro em inglês e resolvi lê-lo. Terminei nessa semana (Uau! Acabei de ler meu primeiro “livro” em inglês! A autora é Cecilia Ahern).

Raramente vejo isso, mas o filme é bem melhor que o livro! A Holly (Hilary Swank, no filme) do livro é bem mais “normal” com uma família mais estruturada, não vive um romance, não descobre uma profissão tão glamourosa. Só as cartas e os nomes de alguns personagens foram aproveitados do livro.

Gosto deste filme porque reflete algumas relações (ou momentos de todas relações?): no começo Holly está frustrada com a vida e ela projeta toda a frustração sobre o marido Gerry (Gerard Butler), ele é culpado de tudo! Após a morte do marido, ela recebe uma sequência de cartas enviadas por ele (no livro, ela recebe todas de uma vez e devem ser abertas mês a mês) que a orientam a como tocar a vida sem ele.

Gerry foi diagnosticado com um tumor no cérebro (no livro, ela pára de trabalhar para cuidar dele), há uma preocupação dele em como ela irá retomar a vida sem ele. Romântico!? Sem dúvida, mas também ele sabia da relação de dependência dela (ou deles?), mas afinal, será que dá para viver 10 anos ao lado de alguém sem ser dependente? Mas Holly ficou totalmente sem rumo, e cada carta é uma oportunidade dela entrar em contato com ela mesma, como se durante o casamento ela tivesse se perdido… E quantos não perdem a individualidade no casamento?

Já vi gente com raiva do Gerry pois acha que ele a controla mesmo depois de morto, mas eu prefiro ver como um gesto delicado, de quem quer fazer algo útil, e para quem ama, diante do fim iminente.

Em uma das cartas ele relembra como eles se conheceram, e ela era alegre e apaixonada por artes, diferente de quando era uma corretora rabugenta. Em outra carta lança o desafio para ela ir atrás de uma profissão de que realmente goste, percebendo os sinais. Uma das cenas que mais gosto e ela fazendo anotações sobre as profissões que poderia ter e ela percebe que ama sapatos, procura um curso, aprende como faz e pronto encontra uma profissão que a faça feliz.

Após a última carta Holly consegue elaborar o luto (do marido e das cartas que não virão mais) e segue em frente, agora, mais madura.

P.S.: A trilha sonora é muito boa, também!