A Árvore da Vida na Alquimia

Árvore da Vida_Sílvia Kalvon

Para um Alquimista uma árvore é, também, a representação de uma pessoa, a Árvore da Vida.

A copa é Mercurius: pensamento, intuição, espiritualidade, arquétipo feminino, o aspecto lunar, conexão com o mundo interno, as “sacadas” (insights), um mundo infinito de possibilidades…. É a mente, onde surgem ideias, delírios, viagens, só expansão…. Aqui é o espaço das reticências…

Na extremidade oposta está a raiz, o Sulphur, onde se aterra, forma e atitude são dadas ao nosso pensamento. Arquétipo masculino, solar, atitude, energia, vitalidade, desejo, realização, instinto, sobrevivência, contração; aqui se estabelece o ponto final.

O tronco integra as polaridades, é o Sal, nessa região moram nossos sentimentos: mágoa, paixão, ressentimento, capacidade de se doar, amor-desamor (por nós, pelos outros). O movimento é intermediário contração-expansão, o tronco pulsa, nele mora nosso coração, o ponto final e as reticências.

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Jasmim (óleo essencial)

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O óleo essencial de Jasmim (Jasminum officinalis, Jasminum grandiflorum) possue um aroma enebriante, doce, floral, morno, reconfortante, um sonho… Seu aroma intenso e marcante o coloca naquela situação “ou o amam ou odeiam”, mas a grande maioria o ama (nessa, estou com a maioria!).

Há quem o chame de “Rei das Flores”, mas prefiro como é chamado na Índia: “Rainha da Noite”, pois seu aroma é mais forte ao cair da noite.

Planta da família das Oleaceae (mesma da Oliveira), é nativa do norte da Índia, Pérsia e China, cultivada no Mediterrâneo e Norte da África, um dos maiores produtores é o Egito.  Antigamente o óleo essencial era obtido através da “enfleurage“, atualmente obtem-se o concreto pela extração por solvente, que é posteriormente destilado para a obtenção do absoluto.Usa-se as flores colhidas antes do amanhecer, seu rendimento é baixo (8 milhões de flores para produzir um quilo de óleo essencial!), e além disso a extração do óleo é trabalhosa o que o torna um óleo essencial caríssimo.

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Amor patológico

foto_silviakalvon

Neste caso o uso da palavra “amor” associado a patologia seria inadequado, mas se refere à expressão: “quando amar significa sofrer, estamos amando demais”. Estes relacionamentos comprometem o bem-estar emocional, a saúde e, algumas vezes, a integridade física.

Esta patologia é caracterizada pela dependência do “objeto de amor” e o medo extremo de perder esta relação e de ser rejeitado, o que gera comportamentos compulsivos (checar o tempo todo o comportamento do/a amado/a nas redes sociais, por exemplo) e pensamentos obsessivos (relacionados à traição, ao abandono, etc).

Alguns sintomas, são:

  • “crises de abstinência” diante da ausência da pessoa (angústia, agitação, insônia, falta de apetite, taquicardia e suor),
  • preocupação excessiva com o outro,
  • abandono de atividades antes valorizadas,
  • atitudes para controlar o comportamento de cuidar do parceiro que despendem tempo excessivo,
  • impulsividade elevada,
  • o quadro é mantido, apesar de prejudicar a vida pessoal e as relações.

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